quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Monalisa


Recife, 03 de setembro de 2006.

Monalisa
(A arte feminina da sedução)
Imerson Alves de Almeida.


Não sei como dizer.
Explicar? Eu?
Juro: é dificílimo.
Foi tudo tão arrebatador e inesperado...
Tal qual um amor adolescente – brevidade sem fim.
Terá sido um instante de febre?
Um sonho, um desejo, alucinação?
O renascer de um amor amarrotado?
A insanidade de um homem apaixonado, confuso e carente?
Danou-se! Maldição! Tudo outra vez.

Assim como luz rompendo a escuridão,
Perfume de jasmim derramado aos montes,
Nas ruas, becos e calçadas da vida,
Começo, meio e fim...
Ela adentrou meu coração.
Abrasando-me, colorindo-me...
E igualmente enlouquecendo-me.
Por que são rápidas as tardes do domingo?
As tardes do domingo são rápidas, por quê?
Por quê? Por quê? Por quê?
Danou-se!

Sonho ou realidade?
Pouco importa, era só ela e eu,
O quadro perfeito – inspiração igualmente perfeita.
O artista, sua arte, suas tintas e pincéis...
Fui o homem mais feliz daquela tarde.
A tarde transcorria... O tempo era resoluto, tempestivo e tirano...
Um bonde que não esperava por ninguém,
Seus minutos eram algozes.
Maldição!

- Monalisa, que bom, você veio.
(Tinha um apartamento como cúmplice)
E, minutos depois, desencadeou-se um vendaval:
Beijos e abraços,
Pernas entrelaçadas,
Olho de um mergulhado no do outro,
Respiração ofegante,
Mãos apertadas, calor, centelhas,
Corpos ardentes e trêmulos – labaredas,
Afluentes de prazer...
“Cataplum” – Explosão...
Gozos redobrados...
Gritos confinados...
Gemidos delicados – confidências...
Amamo-nos com força naquela tarde – unhas, dentes e carne.
Foi uma verdadeira obra de arte.
Fui seu Leonardo da Vinci enquanto ela, bem!?!
Ela foi minha, só minha, apenas minha, totalmente minha.
Tudo outra vez.

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