
Cárcere
(Delírios em cela)
Imerson Alves de Almeida.
Assim é a vida:
Flores!
Abundantes como as cores.
Amores!
Um jardim de rosas.
Nele uma é especial:
Você!
A mais cara.
Constante nos recantos
Do pensamento.
Absoluta!
Doce tortura,
Pequeno veneno,
Graça e beleza,
Grandeza!
Pétalas de amor suspensa nos ares
E na imaginação.
Perfume suave, mas contundente.
É flor e espinho...
O bem e o mal
Num único, rico e sonoro soneto.
Controvérsias!
Embora longe
Continua perto.
Pode-se ouvir seus passos,
Mas jamais compreendê-la.
Loucura!
Pode-se sentir seu cheiro,
Mas é proibido aos mortais
Possuí-la por inteiro.
Devaneios!
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