terça-feira, 2 de outubro de 2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Monalisa

Recife, 03 de setembro de 2006.
Monalisa
(A arte feminina da sedução)
Imerson Alves de Almeida.
Não sei como dizer.
Explicar? Eu?
Juro: é dificílimo.
Foi tudo tão arrebatador e inesperado...
Tal qual um amor adolescente – brevidade sem fim.
Terá sido um instante de febre?
Um sonho, um desejo, alucinação?
O renascer de um amor amarrotado?
A insanidade de um homem apaixonado, confuso e carente?
Danou-se! Maldição! Tudo outra vez.
Assim como luz rompendo a escuridão,
Perfume de jasmim derramado aos montes,
Nas ruas, becos e calçadas da vida,
Começo, meio e fim...
Ela adentrou meu coração.
Abrasando-me, colorindo-me...
E igualmente enlouquecendo-me.
Por que são rápidas as tardes do domingo?
As tardes do domingo são rápidas, por quê?
Por quê? Por quê? Por quê?
Danou-se!
Sonho ou realidade?
Pouco importa, era só ela e eu,
O quadro perfeito – inspiração igualmente perfeita.
O artista, sua arte, suas tintas e pincéis...
Fui o homem mais feliz daquela tarde.
A tarde transcorria... O tempo era resoluto, tempestivo e tirano...
Um bonde que não esperava por ninguém,
Seus minutos eram algozes.
Maldição!
- Monalisa, que bom, você veio.
(Tinha um apartamento como cúmplice)
E, minutos depois, desencadeou-se um vendaval:
Beijos e abraços,
Pernas entrelaçadas,
Olho de um mergulhado no do outro,
Respiração ofegante,
Mãos apertadas, calor, centelhas,
Corpos ardentes e trêmulos – labaredas,
Afluentes de prazer...
“Cataplum” – Explosão...
Gozos redobrados...
Gritos confinados...
Gemidos delicados – confidências...
Amamo-nos com força naquela tarde – unhas, dentes e carne.
Foi uma verdadeira obra de arte.
Fui seu Leonardo da Vinci enquanto ela, bem!?!
Ela foi minha, só minha, apenas minha, totalmente minha.
Tudo outra vez.
Monalisa
(A arte feminina da sedução)
Imerson Alves de Almeida.
Não sei como dizer.
Explicar? Eu?
Juro: é dificílimo.
Foi tudo tão arrebatador e inesperado...
Tal qual um amor adolescente – brevidade sem fim.
Terá sido um instante de febre?
Um sonho, um desejo, alucinação?
O renascer de um amor amarrotado?
A insanidade de um homem apaixonado, confuso e carente?
Danou-se! Maldição! Tudo outra vez.
Assim como luz rompendo a escuridão,
Perfume de jasmim derramado aos montes,
Nas ruas, becos e calçadas da vida,
Começo, meio e fim...
Ela adentrou meu coração.
Abrasando-me, colorindo-me...
E igualmente enlouquecendo-me.
Por que são rápidas as tardes do domingo?
As tardes do domingo são rápidas, por quê?
Por quê? Por quê? Por quê?
Danou-se!
Sonho ou realidade?
Pouco importa, era só ela e eu,
O quadro perfeito – inspiração igualmente perfeita.
O artista, sua arte, suas tintas e pincéis...
Fui o homem mais feliz daquela tarde.
A tarde transcorria... O tempo era resoluto, tempestivo e tirano...
Um bonde que não esperava por ninguém,
Seus minutos eram algozes.
Maldição!
- Monalisa, que bom, você veio.
(Tinha um apartamento como cúmplice)
E, minutos depois, desencadeou-se um vendaval:
Beijos e abraços,
Pernas entrelaçadas,
Olho de um mergulhado no do outro,
Respiração ofegante,
Mãos apertadas, calor, centelhas,
Corpos ardentes e trêmulos – labaredas,
Afluentes de prazer...
“Cataplum” – Explosão...
Gozos redobrados...
Gritos confinados...
Gemidos delicados – confidências...
Amamo-nos com força naquela tarde – unhas, dentes e carne.
Foi uma verdadeira obra de arte.
Fui seu Leonardo da Vinci enquanto ela, bem!?!
Ela foi minha, só minha, apenas minha, totalmente minha.
Tudo outra vez.
Cárcere

Cárcere
(Delírios em cela)
Imerson Alves de Almeida.
Assim é a vida:
Flores!
Abundantes como as cores.
Amores!
Um jardim de rosas.
Nele uma é especial:
Você!
A mais cara.
Constante nos recantos
Do pensamento.
Absoluta!
Doce tortura,
Pequeno veneno,
Graça e beleza,
Grandeza!
Pétalas de amor suspensa nos ares
E na imaginação.
Perfume suave, mas contundente.
É flor e espinho...
O bem e o mal
Num único, rico e sonoro soneto.
Controvérsias!
Embora longe
Continua perto.
Pode-se ouvir seus passos,
Mas jamais compreendê-la.
Loucura!
Pode-se sentir seu cheiro,
Mas é proibido aos mortais
Possuí-la por inteiro.
Devaneios!
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Ausência

Ausência
(Substantivo do gênero feminino)
Imerson Alves de Almeida
Todo homem sente falta:
De uma mão afagando sua cabeça...
Com sentimento indelével.
De um ombro amigo,
Lugar aconchegante e confiável.
Nele um ouvido terno que sabe ouvir
Sem nunca interromper.
Todo homem sente falta:
De um coração feliz,
Numa mulher alegre,
Que adorne sua vida com graça e ternura...
Enchendo-lhe a alma,
Embriagando-lhe o espírito de sabor,
Rompendo-lhe de amor.
Todo homem sente falta:
De um amor verdadeiro...
- Daqueles – que leva até o altar
E faz jurar: “na saúde ou na doença, na vida ou na morte.”
- Daqueles – que de tão eloqüente
Faz-se notar: “um só coração, uma só carne.”
Amor verdadeiro não morre – continua em outra dimensão.
Todo homem sente falta de algo ou alguém,
Mas eu apenas de você meu bem.
Você é a razão da minha vida.
Amo-lhe! Quanto? Nem sei.
Mas reconhecer que sou capaz de amar, mesmo na adversidade,
É o que me mantém aceso nesta vida apagada – sem você.
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